20 de jan. de 2012

GUERRA CIBERNETICA

Acho que no fim das contas o John Connor não fez seu trabalho direito! Muito apesar de "O Exterminador do Futuro" ser uma guerra cibernética contra a Skynet, que desenvolveu inteligência própria, presenciamos hoje o cenário de uma primeira guerra cibernética, de repercussão mundial.

Se você ainda não sabe sobre os projetos de lei SOPA e PIPA, está na hora de largar esse BBB! Não é de hoje que esse projeto foi elaborado e está sendo, aos poucos, ativado mesmo sem aprovação de todos os envolvidos.

Dando um breve, MUITÍSSIMO breve resumo, SOPA e PIPA são projetos de lei norte americanos que visam derrubar sites que possam "prejudicar" de alguma forma, obtentores de certos direitos autorais/editoriais/etc. Ou seja, pirataria. O grande problema é como isso afetará a rede internacional, prejudicando também nossa liberdade de expressão.

Para saber um pouquinho mais sobre ambos, assista o vídeo antes de continuar sua leitura:


Tá, mas isso quer dizer que vocês, da Sinapze, são a favor da pirataria? =O
Não! Deixo muitíssimo claro que esse texto não expressa a opinião dos integrantes da Equipe Sinapze como um todo, e sim do MEU ponto de vista. O que meus amigos pensam, perguntem a eles, hahaha.

A questão aqui, amigos, não é a pirataria. A questão é como o governo americano está mascarando esses projetos de lei. Pode ser teoria da conspiração, mas se eles tiverem o poder de bloquear ou desbloquear o site que quiserem, ter acesso a todos os seus cliques e conteúdos vistos desse jeito, simples assim... O que será de nossa liberdade de expressão? Pior: O que será de nossa liberdade de pensar o que bem entendermos das coisas [sendo que, bloqueando tamanha quantidade de conteúdo, não saberemos de quase nada]?

Como já muito discutido, é um projeto de lei com muitos buracos. Uma das desculpas é o prejuízo que os obtentores dos direitos tomam na cabeça por conta da pirataria. Pois saibam, meus amigos, que muitos dos obtentores desse direito também são contra. Neste link há uma carta aberta para o governo dos Estados Unidos, assinado por vários artistas (incluindo Neil Gaiman!).

Diz: Já não basta da fortuna que eles recebem? Não basta a diferença social imensa existente, eles precisam deixar essa linha mais grossa e definida.

Dizem ser promovedores de cultura, mas muitas das pessoas que usufruem de produtos pirateados também recebem parte dessa cultura. E posso afirmar que aqueles que experimentam no "Mundo das Trevas" e gostam, acabam por pagar o produto original.

Eu temo pelas pessoas que não dão ouvidos ao que está acontecendo, pois se e quando vier uma possível ditadura, essas serão as pessoas que ficarão sentadas, acomodadas assistindo a Copa do Mundo (exatamente como foi da última vez), com as Olimpíadas, com o BBB.

Grupo Anonymous inspirado nos quadrinhos "V de Vingança"





"Nós somos Anônimos.
Nós somos uma Legião.
Nós não perdoamos.
Nós não esquecemos.
Esperem por nós"












Mas para você que está atento ao que acontece, existe os Anonymous. Anonymous sou eu, é você, somos nós [Clichê, oi]. Um grupo anônimo (deer), mas de grande poder, que luta para manter o pouquinho de intelectualidade que ainda existe.

De qualquer forma, é bom acompanhar todos os movimentos que eles fazem e estar atento ao que você tinha, perdeu, e não está sabendo.

Já perdemos o Wikipédia e o Megaupload, e os Anonymous provaram que também podem, hackeando os sites do FBI, Universal Magic, Departamento de Justiça e Sony. Se quiser debater mais, acesse o tópico do fórum e conte-nos sua opinião!

Vanessa Mayumi
Mayumi Nerd, pseudo-gamer, amante da literatura fantástica e seriados, escuta sons pesados, mas no fundo é uma mulherzinha que se assusta com Resident Evil.
É frustrada por não ter tempo para fazer tudo o que queria, ainda mais agora que consegue bancar os próprios vícios.
Paulistana hiperativa, seu TOC é arranjar sempre algo a mais para fazer (resultando no acúmulo de atividades, choros, mas muito orgulho).

1 comentários:

Parabéns Vanessa pela matéria, partilho da mesma opinião que você, a matéria ficou muito bem escrita e não foge da realidade que estas novas leis americanas estão criando