7 de mar. de 2012

[PROJETO PILOTO] Unforgettable: Ela lembra de quase tudo

Projeto Piloto
Agradeçam pois estou usando meu pouco tempo livre para me arriscar assistindo episódios pilotos de seridos, só pra terem o prazer de ler esta coluna. A proposta é assistir o primeiro, e APENAS o primeiro episódio de séries que eu nunca tenha visto na vida (Não vale nem episódio dublado no sabadão), e passar pra vocês o que achei, qual é a primeira impressão. 
Sei que corro o risco de adicionar mais séries para acompanhar na minha vasta lista de preferidas, mas o que eu não faço pelos meus leitores? rs Vai valer a pena... Espero.

UNFORGETTABLE: ELA LEMBRA DE QUASE TUDO


Carrie Wells, interpretada por Poppy Montgomery, é uma ex-detetive de Nova York, Syracuse, que decide se mudar após terminar o relacionamento com o namorado. De detetive ela passa a ser voluntária em um asilo de idosos. Pode parecer uma história qualquer, mas Carrie tem uma condição médicar rara denomidada Síndrome Hipertimésica (Também conhecida como Memória Autobiográfica ou Hipertimesia). Ou seja, ela pode se lembrar de tudo aos mínimos detalhes.

"Eu sou Carrie Wells. Apenas algumas pessoas no mundo tem a habilidade de lembrar de tudo. Eu sou uma delas. Escolha qualquer dia da minha vida e eu posso te dizer o que eu vi e ouvi: rostos, conversas, pistas (O que é uma mão na roda quando você é um policial). Se eu perder algo a primeira vista, tudo bem. Eu posso voltar atrás e olhar de novo. Minha vida é... inesquecível"

A primeira coisa que eu pensei quando vi o review da série foi: CHEATER! Se lembrar de tudo e usar isso com uma profissão dessas é trapaça, hahaha. Ao menos é uma condição bem utilizada, assim como a Lexie Grey que tem memória fotográfica e é médica em Grey's Anatomy.

O fato da protagonista ser ruiva me chamou a atenção. É diferente do clichê de loira/morena gostosa, e Carrie parece ter uma personalidade bem forte.

Lembrando das evidências
Aos poucos, logo no primeiro episódio, você já pode ter uma noção de como vai ser a série: Aqueles policiais em que pouco ou quase nada do enredo principal é revelado em uma temporada inteira, e onde a maioria dos casos vai dar uma lição de moral e ser solucionada graças à incrível habilidade de Carrie e/ou seu repertório pessoal.

No passado, a irmã de Carrie fora assassinada e ela mesma encontrara o corpo. No entanto, apesar de sua incrível memória, este é um dos momentos de sua vida que ela não consegue se lembrar, e Carrie há tempos busca recordar o que aconteceu naquele dia para finalmente pegar o culpado.

Alguns podem gostar, mas eu particularmente estou um tanto cansada dese tipo de série. Até gosto de casos policiais, mas a lentidão em que a história do protagonista é desenrolada é muito fatigante. Cito como exemplo Bones, que demora um século pra acontecer algo efetivamente importante na vida dos forenses.

Obviamente que por algum acaso do destino, a vizinha de Carrie é assassinada e por coincidência seu ex-namorado é o responsável pela investigação. Ele propõe que ela volte a trabalhar para a polícia e ela resiste um pouco até aceitar.

A escolha do elenco está consideravelmente boa. Gosto dos atores, mas não me chamaram muito a atenção. O modo como é feita a reconstituição das memórias de Carrie também ficaram muito boas, claras e bem explicativas. Achei uma ótima. Apesar disso, logo no começo do episódio, achei a interpretação um tanto forçada, quando o bom velhinho dá uma data a Carrie e ela "tenta" se lembrar do que aconteceu naquele dia.

Não conheço ninguém com hipertimesia pra falar que "não é assim que eles agem", mas lembro de ter visto uma reportagem há muitos anos no Fantástico e as pessoas não tinham tanta dificuldade em lembrar, era algo normal como se tivesse ocorrido ontem. Mas como assisti essa reportagem a trocentos anos, fui buscar um pouco sobre essa doença, e achei alguns furos.

Namorado gostosão, rs
No seriado, Carrie se mostra capaz de lembrar qualquer coisa, tudo, absolutamente TUDO o que ela viu e ouviu. Mas há uma diferença entre Síndrome Hipertimésica e Memória Eidética [Alguém aqui lembrou de Vampiro: A Máscara? rs]. Vi algumas matérias e assisti algumas reportagens sobre o assunto, e num geral, quem sofre de Síndrome Hipertimésica tem recordações de coisas passadas, mas não são capazes de lembrar de coisas simples e mais recentes (Por exemplo, fechar os olhos e dizer o que eu estou vestindo). Diferente de quem tem memória fotográfica, que consegue se lembrar desses tipos de detalhes.

Não há muito conteúdo explicando as diferenças entre Memória Autobiográfica x Memória Eidética, então as coisa ficaram um tanto confusas. Mas é suficiente pra perceber que Carrie se lembra de mais coisa do que devia.

Mas não vamos condenar a produção, afinal, se ela não se lembrasse de absolutamente tudo, não ia ter tanta graça. Faz parte da magia, esse cenário meio "impossível, isso é ficção" e meio "É possível, existe, porém muito raro".

Quem gosta e tem paciência para assistir seriados policiais do tipo, eu recomendo. Talvez eu assista alguns episódios pela TV, mas não é o tipo de série que eu vá acompanhar loucamente esperando sair toda a semana.

De qualquer forma não sei se a série vai durar, afinal, a audiência da série está muito baixa, apesar da qualidade =/ Acho que não sou a única que está cansada de policiais, pois junto de Unforgettable nas piores audiências, está também NCIS e CSI.

Opine também o que você achou! Se assistiu mais episódios, diga se a coisa melhora, piora, como fica a coisa toda =D
E quem quiser dar uma conferida, esta é a matéria que mais me chamou a atenção sobre pessoas com a mesma condição. Está em inglês, infelizmente o conteúdo em português é escasso =/ Mas vale a pena conferir.

Vanessa Mayumi
Mayumi Nerd, pseudo-gamer, amante da literatura fantástica e seriados, escuta sons pesados, mas no fundo é uma mulherzinha que se assusta com Resident Evil.
É frustrada por não ter tempo para fazer tudo o que queria, ainda mais agora que consegue bancar os próprios vícios.
Paulistana hiperativa, seu TOC é arranjar sempre algo a mais para fazer (resultando no acúmulo de atividades, choros, mas muito orgulho).

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